8/28/2009

Desejo de Despertar


No embalo ritmado da brisa leve,
de paixões antigas, adormecidas,
encontrei-me assim, sem querer,
precisamente ali, alma adentro.
Lá, observei-me com temor e ressalva.
De binóculo, para não me incomodar.
Pois, distraída estou no centro de mim,
Embebida por pensamentos presentes.
E ao buscar-me, veja que empatia,
uma voz clara me chamou deste estado
de eclipse lunar e estrela cadente.
Meu Pai! Tu me tocas e eu me chamo?
Abro os olhos e, em mim, olho ascendente.
Eu que tenho evitado o reflexo do espelho,
por onde Deus irá mostrar meus caminhos.
Ai, ai, ai...não posso mais me esconder.
Sob que vã proteção foi que estagnei?
Pelas longas, cíclicas trilhas da mesmice?
No afã do comodismo lento e carinhoso?
Portanto, vou me invocar dentro de mim.
Vou transformar, ser doidivanas...
Shhiiiuuuu! Louca varrida...
Fale baixo, pois abstraída estás,
nesse cenário doido: na cama Van Goghiana.

Um mimo para a poetiza, e amiga
Elisa Maria Gasparine Torres

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